Estados Unidos – William Hollingsworth “Holly” Whyte (1917 – 1999)
Estados Unidos – Irving Janis (1918 – 1990)
Pensamento de grupo
Um fenômeno psicológico com consequências potencialmente desastrosas.
“Pensamento de grupo” ocorre quando um grupo de pessoas toma uma decisão ruim porque seus membros individuais cedem às pressões do grupo. Por exemplo, quando o desejo de harmonia dos membros do grupo os leva a tentar minimizar conflitos, eles tendem a conformar sua opinião a uma decisão que acreditam que alcançará consenso dentro do grupo. Esse desejo significa que eles deixam de examinar ideias, soluções ou pontos de vista alternativos que poderiam ser considerados controversos. A insistência na lealdade pode levar a uma certeza predominante, potencialmente fabricada, de que o resultado escolhido foi a melhor opção. O pensamento de grupo pode sufocar a criatividade e o pensamento independente e levar a decisões irracionais e falhas.
A expressão “pensamento de grupo” foi cunhada em 1952 pelo urbanista americano William H. Whyte (1917-99) em um artigo na revista Fortune, onde examinou como a sociedade industrial estava tentando dominar as habilidades de grupo. Ele argumentou que a sociedade estava sujeita ao pensamento de grupo de forma negativa e que o indivíduo havia se tornado “completamente uma criatura de seu ambiente, guiado quase totalmente pelos caprichos e preconceitos do grupo e incapaz de qualquer autodeterminação real“.
O psicólogo americano Irving Janis (1918-90) desenvolveu a teoria do pensamento de grupo para descrever erros sistemáticos na tomada de decisões coletivas. Ele estudou vários conflitos militares dos EUA, e seus livros Vítimas do Pensamento de Grupo (1972) e Pensamento de Grupo: Estudos Psicológicos de Decisões Políticas e Fracassos (1982), descrevem como ele acreditava que o pensamento de grupo havia levado a decisões imprudentes, como a falha do governo dos EUA em antecipar o ataque japonês a Pearl Harbor em 1941
“Não estamos falando de mera conformidade instintiva… [mas] conformidade racionalizada.”
William H. Whyte, Fortune (1952)

